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por Helena Rosa - Cabelereira-Monchique, em 08.04.15

A MORTE CONDE LIPE

Matou se o conde Lipe

Numa noite de Natal

Foi dar agua aos seus cavalos

Sobre as rochas do mar

 

Os cavalos a beberem

E o cavaleiro a cantar

O Rei que estava a janela

Logo se pós a escutar

 

Acordai filha Silvana

 Para ouvir tão lindo cantar

Aquilo é anjos no céu

Ou é sereias do mar

 

Aquilo é Conde Lipe

Que comigo quer casar

Se ele contigo quer casar

E o mandarei matar

Mas se ele for a morrer

Eu não hei-de cá ficar

 

Já lá vai padecer

Antes do sol raiar

Ela se enterrou na pia

E ele lá em cima no altar

 

Ela se tornou numa pomba

E ele um pombo Real

As rosas caiam do céu

E eles pegavam a brincar

 

Juntavam bico com bico

Como quem se queria beijar

Juntavam asa com asa

Como quem se queria abraçar

A rainha como invejosa

Logo os mandou recortar

Ela deitava Sangue e leite

E ele um puro cristal

 

Lá pegaram uns vós

Para outras bandas do mar

Os olhos que os viram ir

Mas nunca  os viram voltar

Casamento que Deus faz

Não se podem desmanchar  

 

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publicado às 22:38




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